É muito comum (e compreensível) pessoas fazerem contato com analistas e perguntarem, primeiramente, sobre pagamento – especificamente sobre o valor monetário da sessão. Mas entre a questão monetária e a origem do termo, há um percurso interessante:
“Pagar” viria do verbo latino “pacare”, que se refere à “paz”, ou seja, pagar é “fazer as pazes”, apaziguar, fazer um pacto. Posteriormente, esse sentido se estendeu ao contexto comercial, selando a paz entre credor e devedor.
Tem gente que está disposta a pagar o quanto for para não fazer análise.
Tem gente que não está disposta a pagar nada, mas quer selar uma paz impossível.
Mas o que é uma paz possível?
É aquela em que há harmonia, um pacto, um acordo com a perda, com escolhas e renúncias, com perdas e ganhos. Um equilíbrio possível em que nem o mundo está em dívida com você, e nem você com o mundo.
Esse não é um trabalho fácil e rápido, exige um esforço analítico que tem um preço alto a ser pago pelo analisante – e ele não é, necessariamente, monetário, tampouco padronizado, dada a singularidade de cada história, de cada sujeito.
Quanto você está dispost@ a pagar para viver em paz? E com o quê?