A palavra equívoco vem do latim e, originalmente, significava “vozes iguais”, duas instâncias equivalentes que poderiam gerar ambiguidade – um agir para lados opostos. Trocar um nome, esquecer uma palavra, cair, tropeçar, não passar de jeito nenhum em uma prova… Freud dissera a famosa frase “o Eu não é senhor em sua própria casa”. Lacan, ao citar Rimbaud, reforça que “O Eu é um Outro”. São essas vozes ambíguas e equivocadas que revelam o nosso conflito psíquico entre o dever e o desejo. O que pode nos parecer, a princípio, um erro banal, revela um êxito – uma saída, uma brecha para a manifestação do inconsciente. Através desses fenômenos, realizamos desejos amorosos, damos vazão ao ódio ou até nos punimos por um crime que nem cometemos na prática, mas o fizemos na realidade psíquica.

Não há “acaso inconsciente”. Um equívoco manifesta sempre uma verdade.


O que teus equívocos te dizem sobre você?

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